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O que é IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado?

O IGP-M – Índice Geral de Preços do Mercado é um indicador que mede a inflação dos preços dos bens de consumo e produção no país, divulgado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas – FGV e IBRE. Criado nos anos 1940, é uma das versões do IGP – Índice Geral de Preços. Neste artigo, vamos explicar com detalhes o que é o IGP-M!

Como o IGP-M impacta a nossa vida?

O IGP-M é o índice mais usado para reajustar os contratos de locação. Por isso, é conhecido como a “inflação do aluguel”. Mas ele rege muitos outros contratos além do mercado imobiliário.

Serve para indexar tarifas públicas, mensalidades escolares e de cursos universitários, a tarifa da energia elétrica e até determinadas modalidades de seguro e de planos de saúde.

Sendo assim, esse indicador macroeconômico influencia bastante a sua vida financeira. É essencial entender o que é e acompanhar o índice, já que ele pode influenciar no seu poder de compra, na rentabilidade da sua carteira de investimentos, contratos de aluguel e até valores de parcelas dos seus empréstimos e financiamentos.

Como o IGP-M é calculado?

o que é igpm

O cálculo é composto com base em três indicadores:

  • IPA-M — Índice de Preços do Atacado – Mercado, que representa 60% do cálculo;
  • IPC-M — Índice de Preços do Consumidor – Mercado, que representa 30% do cálculo;
  • INCC-M — Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado, que representa 10% do cálculo.

Em janeiro deste ano, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 2,58%, percentual superior ao apurado em dezembro, quando havia apresentado taxa de 0,96%. Nos últimos 12 meses já acumula alta de 25,71%. Em janeiro do ano passado, o índice estava em 0,48% e acumulava alta de 7,81% em 12 meses.

Contudo, a FGV também mede três variações dentro do IGP:

  • O IGP-10, com base nos preços levantados entre os dias 11 do mês anterior ao dia 10 do mês de referência;
  • O IGP-DI, com base nos preços dos dias 1 a 30 do mês de referência;
  • E o IGP-M, que apura informações sobre a variação de preços do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês da coleta.

Qual o peso de cada indicador?

Como visto, o IGPM não é um indicador calculado em si mesmo, mas sim uma média aritmética de outros índices de preços.

O IPA-M, ou Índice de Preços por Atacado, se refere tanto aos produtos industriais quanto agropecuários e possui peso de 60% no cálculo. 

Seu objetivo é monitorar as alterações nos preços do comércio atacadista recebidos pelos produtores domésticos.

Dessa forma, identificando mudanças que antecedem e geram impactos no preço dos produtos para o consumidor final.

Já o IPC-M, ou Índice de Preços ao Consumidor, tem peso de 30% nos cálculos do IGPM.

Usado para averiguar preços nos setores que impactam o poder de compra da população, ele leva em consideração as seguintes áreas:

  • Habitação;
  • Alimentação;
  • Educação;
  • Leitura;
  • Transportes;
  • Recreação;
  • Despesas diversas.

Por fim, o INCC-M, ou Índice Nacional de Custo da Construção, é o indicador com peso de 10% do IGPM.

Coletado em 7 capitais brasileiras, ele avalia os custos para construir moradias no País, incluindo os valores por mão de obra especializada.

Por que o índice subiu tanto nos últimos meses?

Em primeiro lugar, como reflexo da alta do dólar nos últimos meses e do aumento dos preços e da demanda interna pelo consumo de itens básicos, os chamados commodities, tais como arroz, soja, entre outros, o IPA-M vem subindo a níveis recorde.

Em segundo lugar, o IPC-M também sofreu variações puxado pelos grupos relacionados à recreação, tais como os de viagens e passagens. Da mesma forma, o INCC sofreu impacto com a alta de materiais e equipamentos para reforma e construção.

Em suma, a pandemia foi o principal fator que interferiu na alta do IGP-M, puxada não só pelos índices citados acima como pela demanda global por commodities diversos, o que torna a exportação mais atrativa para os produtores brasileiros — que esperam lucrar mais no mercado externo — e diminui a oferta interna fazendo com que os preços subam ainda mais.

Como fazer o cálculo do reajuste do aluguel?

Para saber como calcular o reajuste é preciso descobrir qual é o valor do IGP-M no mês de aniversário do fechamento do seu contrato, tanto o valor acumulado quanto o valor do mês em questão.

Feito isso, basta pegar o valor e transformar em numeral decimal. Considerando o acumulado de janeiro de 2021, de 25,71%, divida por 100.

Índice: 25,71 ÷ 100 = 0,2571

Agora que você saber o decimal, calcule:

Aumento do aluguel = Valor do aluguel atual X Índice

Ou seja, se o seu contrato faz aniversário no mês de janeiro e você paga atualmente R$ 1700 reais de aluguel, multiplique o valor por 0,2571, o que dá R$437. Agora, somando o valor atual mais o reajuste, fica:

R$ 1700 + R$ 437,01 = R$ 2.137,07

Dessa forma, R$ 2.137,07 seria o valor do seu aluguel nos próximos 12 meses, se o seu contrato fizesse aniversário neste mês de janeiro de 2021. Este aumento desenfreado do IGPM preocupa quem mora de aluguel, pois a expectativa de reajuste nos próximos meses poderá ser muito acima do esperado no orçamento familiar.

Qual é a diferença entre o IGP-M e o IPCA?

A diferença está em como o cálculo dos índices é feito e o que eles medem. O IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo identifica, mensalmente, a variação dos preços no comércio. Por isso, é considerado pelo Banco Central o índice brasileiro oficial para medir a inflação ou a deflação. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE é responsável pela medição e divulgação dos valores.

Qual é a diferença entre o IGP-M, IGP-10 e  IGP-DI?

Para medir a valorização ou desvalorização do dinheiro e investimentos, a FGV reúne taxas para formar o IGP.

Esse Índice Geral de Preço possui três versões, sendo a primeira o IGP-M, a mais popular e que estamos abordando neste artigo.

Além do IGP M, também existem as versões IGP DI e IGP 10, que se diferenciam no período de pesquisa dos dados.

No caso do IGP-DI, a variação é calculada considerando um mês cheio, ou seja, do 1º ao último dia de cada mês.

Já o IGP-10 considera a variação de preços no período entre o dia 10 do mês anterior e o dia 10 do mês presente.

Como citado, o IGP-M faz sua análise considerando o dia 21 do mês passado até o dia 20 do mês atual.

Ambos os índices são calculados medindo os três indicadores já abordados: IPA; IPC e INCC.

IGP-M e investimentos: qual a relação?

igpm e investimentos

Apesar de não ser um produto financeiro, assim como o IPCA, o IGPM tem relação direta com alguns investimentos.

Isso porque os dois indicadores são usados como indexadores de algumas aplicações de renda fixa.

O objetivo é fazer com que os investidores do Tesouro IGP-M, por exemplo, se beneficiem com a alta da inflação.

São outros exemplos de ativos de renda fixa relacionados ao IGPM:

  • LCI – Letra de Crédito Imobiliária;
  • LCA – Letra de Crédito do Agronegócio;
  • CRI – Certificados de Recebíveis Imobiliários;
  • CRA – Certificados de Recebíveis do Agronegócio.

Por conta da ligação com o indicador, todos esses investimentos aumentam seu rendimento conforme a inflação sobe.

De modo geral, a rentabilidade atrelada ao IGP-M é representada pelo pagamento da sua variação mais uma taxa fixa, como por exemplo: IGP-M + 3,5% a.a.

Já quando se fala em renda variável, os Fundos Imobiliários (FIIs), em destaque os de papel, também podem ter rentabilidade baseada no IGP-M.

Para isso, no entanto, é preciso que eles invistam em opções como CRIs e LCIs atreladas ao indicador.

Na prática, o IGPM ajuda os investidores a proteger seu poder de compra através de aplicações financeiras.

Por levar em conta movimentações de preços em todo o Brasil, ele acaba influenciando todos os investimentos do País.

Afinal de contas, quando cotado para cima, os preços sobem e há uma desvalorização do dinheiro.

Apesar disso, os rendimentos não são corrigidos proporcionalmente.

Ao escolher investimentos protegidos contra a desvalorização da moeda para diversificar sua carteira, você tem a chance de diluir os danos causados pela alta da inflação.

O que é IGP-M acumulado?

igpm acumulado como funciona

Mensalmente, o Índice Geral de Preços do Mercado é divulgado pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE).

Para que seja possível acompanhar o resultado de um período maior, o IGPM também é divulgado de forma acumulada.

O IGPM acumulado nada mais é do que o somatório dos resultados do índice divulgados em um determinado período.

Nesse sentido, para avaliar seu balanço anual, é necessário considerar os IGP-Ms de janeiro até dezembro.

O resultado é calculado de modo semelhante aos juros compostos. 

Portanto, se o IGPM de um mês foi de 2,42%, e no seguinte foi de 2,49%, basta multiplicar as taxas da seguinte maneira: 1,0242 x 1,0249 = 1,04970258.

Assim, chegando a um IGPM acumulado de 4,97% naquele período, com uma alta de 2,89% de um mês para o outro.

Em geral, a média anual do índice costuma ser utilizada para o estabelecimento de reajustes nos valores de aluguéis.

Como acompanhar o IGP-M? 

Para acompanhar os resultados do IGP-M ao longo do ano, basta consultar diretamente o site da FGV.

Por ser responsável pelo cálculo do Índice Geral de Preços do Mercado, a Fundação é, sem dúvidas, a fonte mais confiável sobre o tema.

Qual a importância do IGP-M? 

Por representar um forte indicativo da realidade econômica do Brasil, o IGPM é considerado um dos índices mais importantes do País.

A partir do seu resultado, é possível perceber como questões políticas, sociais e financeiras afetam diretamente o bolso da população.

No mercado de investimentos, o IGP-M ajuda a garantir que alguns investimentos tenham rendimentos acima da inflação.

Dessa forma, preservando o poder de compra dos seus aplicadores.

Já no setor imobiliário, o Índice Geral de Preços do Mercado é usado para correções de contratos de aluguel.

O setor de energia e algumas empresas do ramo da educação e saúde também utilizam o IGPM para a realização de reajustes.

A Pontte usa o IGP-M no cálculo das taxas de empréstimos e financiamentos?

Atualmente não. O IGP-M já foi usado, mas agora o IPCA é o índice referencial para o cálculo. Em caso de dúvidas sobre os índices, taxas e juros, nossos consultores estarão à disposição para saná-las!

Com a Pontte, além de ter mais transparência e controle do contrato, você escolhe em quanto tempo quer começar a pagar seu empréstimo, assim pode aproveitar o dinheiro para colocar seus planos de pé antes de começar a pagar.

Oferecemos carência de até seis meses e outras flexibilidades, pensadas com carinho para atender suas necessidades!

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Fernando

Fernando

Fernando Miranda é Coordenador de Conteúdo na Pontte. Curioso por natureza, acredita no poder da informação, da colaboração e do empoderamento financeiro como formas de melhorar a vida das pessoas.

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